Dia 25 de Abril

O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante o movimento popular que rapidamente apoiou os militares. Este levantamento é conhecido por 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução devolveu a liberdade ao povo português (denominando-se "dia da Liberdade" ao feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).
Uma vez que estamos próximos do 25 de Abril realiza algumas pesquisas sobre este dia e explica-nos o que se comemora.
Uma vez que estamos próximos do 25 de Abril realiza algumas pesquisas sobre este dia e explica-nos o que se comemora.

12 Comments:
Em 25 de Abril de 1974 o Movimento das Forças Armadas (MFA) derrubou o regime de ditadura que durante 48 anos oprimiu o Povo Português. Nessa madrugada do dia inicial, inteiro e limpo (como poetizou Sophia de Mello Breyner) os militares de Abril foram claros nas suas promessas: terminara a repressão, regressara a Liberdade, vinha aí o fim da guerra e do colonialismo, vinha aí a democracia.
Com tudo isso, a Revolução dos Cravos pôs fim ao isolacionismo a que Portugal estava condenado há já vários anos e ajudou ao nascimento de novos países independentes. Constituindo-se o movimento pioneiro de enormes transformações democráticas em todo o mundo e demonstrando que as Forças Armadas não estão condenadas a ser um instrumento de opressão, podendo, pelo contrário, ser um elemento libertador dos povos.
Democratizar, Descolonizar e Desenvolver foi o lema que então fez regressar Portugal ao fórum das nações livres e amantes da paz.
Ao cumprir todas as suas promessas, os capitães de Abril transformaram o seu acto libertador numa acção única na História da Humanidade. Disso se orgulham, nisso se revêem. Porque se não pode apagar a memória, porque importa ter presente a razão de ser do 25 de Abril, a A25A, assumindo-se como herdeira dos que tudo arriscaram para a libertação dos seus concidadãos, convida-o a conhecer a História desses acontecimentos.
http://www.25abril.org/
A Poesia e o 25 de Abril
A homenagem de Portugal em Linha
aos poetas de Abril
Muitos foram os poetas que cantaram as ideias de Abril.
Antes e depois da Revolução dos Cravos muitos poetas portugueses escreveram sobre as ideias de liberdade e solidariedade, contra a ditadura.
No ano em que se comemoram os 25 anos do 25 de Abril, Portugal em Linha resolveu prestar uma pequena homenagem a esses poetas. Uma pequena antologia da Poesia de Abril.
As Portas Que Abril Abriu - José Carlos Ari dos Santos
Eu Sou Português Aqui - José Fanha
A Rapariga do País de Abril - Manuel Alegre
Abril de Abril - Manuel Alegre
Abril de Sim Abril de Não - Manuel Alegre
Explicação do País de Abril - Manuel Alegre
Liberdade - Sérgio Godinho
De Coração e Raça - Sérgio Godinho
Para Aquém de Abril - Francisco Duarte
Tem poemas sobre o 25 de Abril de sua autoria?
Envie-nos. Serão aqui publicados. Vamos tentar fazer uma antologia de poesia
sobre o 25 de Abril de poetas não conhecidos. Envie-nos os seus poemas!
Representação - Michael Pereira
As Minhas Mãos - Michael Pereira
Catarina Eufémia - Michael Pereira
Shame - Domingos Carlos Pedro
Oh Abril! - Diana de Moura
O Cravo - Helena de Sousa Freitas
Abril - José Fanha
Meu País Liberto - Frassino Machado
País Novo - Frassino Machado
http://www.portugal-linha.pt/literatura/25Abril/index.html
AR LIVRE
Ar livre, que não respiro!
Ou são pela asfixia?
Miséria de cobardia
Que não arromba a janela
Da sala onde a fantasia
Estiola e fica amarela!
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Ar livre, digo-vos eu!
Ou estamos nalgum museu
De manequins de cartão?
Abaixo! E ninguém se importe!
Antes o caos que a morte...
De par em par, pois então?!
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Ar livre! Correntes de ar
Por toda a casa empestada!
(Vendavais na terra inteira,
A própria dor arejada,
- E nós nesta borralheira
De estufa calafetada!)
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Ar livre! Que ninguém canta
Com a corda na garganta,
Tolhido de inspiração!
Ar livre, como se tem
Fora do ventre da mãe,
Desligado do cordão!
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Ar livre, sem restrições!
Ou há pulmões,
Ou não há!
Fechem as outras riquezas,
Mas tenham fartas as mesas
Do ar que a vida nos dá!
Poema de Miguel Torga
In "Antologia Poética"
http://www.bib-lousa.rcts.pt/25a/po1.html
A Revolução Portuguesa de 25 de Abril
Há vinte anos, em vésperas do 25 de Abril, Portugal era um país anacrónico. Último império colonial do mundo ocidental, travava uma guerra em três frentes africanas solidamente apoiadas pelo Terceiro Mundo e fazia face a sucessivas condenações nas Nações Unidas e à incomodidade dos seus tradicionais aliados.
Para os jovens de hoje será talvez difícil imaginar o que era viver neste Portugal de há vinte anos, onde era rara a família que não tinha alguém a combater em África, o serviço militar durava quatro anos, a expressão pública de opiniões contra o regime e contra a guerra era severamente reprimida pelos aparelhos censório e policial, os partidos e movimentos políticos se encontravam proibidos, as prisões políticas cheias, os líderes oposicionistas exilados, os sindicatos fortemente controlados, a greve interdita, o despedimento facilitado, a vida cultural apertadamente vigiada.
A anestesia a que o povo português esteve sujeito décadas a fio, mau grado os esforços denodados das elites oposicionistas, a par das injustiças sociais agravadas e do persistente atraso económico e cultural, num contexto que contribuía para a identificação entre o regime ditatorial e o próprio modelo de desenvolvimento capitalista, são em grande parte responsáveis pela euforia revolucionária que se viveu a seguir ao 25 de Abril, durante a qual Portugal tentou viver as décadas da história europeia de que se vira privado pelo regime ditatorial.
António Reis - Portugal 20 Anos de Democracia
http://www.minerva.uevora.pt/aventuras/vilavicosa/25abril.html
O 25 de Abril
Os acontecimentos deste dia revelam que o Movimento das Forças Armadas estava organizado e que era mais do que uma organização corporativista. Os miltares da Revolução preconizaram um momento da História Portuguesa, com milhares de outros protagonistas anónimos.
Situações impossíveis apenas 24 horas antes, marcaram os derradeiros momentos do Estado Novo. Imaginemos o Terreiro do Paço entre as 8 e as 11 da manhã, o Largo do Carmo ao meio-dia, e, mesmo, a tensão vivida na António Maria Cardoso durante toda a tarde.
Foi a Revolução dos Cravos.
http://www.bib-lousa.rcts.pt/25a/po1.html
Grândola, Vila Morena é a canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha da Revolução dos Cravos.
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História
A canção foi incluída no álbum "Cantigas do Maio", editado em Dezembro de 1971, disco que conta com os arranjos e direcção musical de José Mário Branco. "Grândola, Vila Morena" é a quinta faixa do álbum, gravado em Herouville, França entre 11 de Outubro e 4 de Novembro de 1971.
No dia 29 de Março de 1974, Grandola, Vila Morena foi cantada no encerramento de um espectáculo no Coliseu de Lisboa. Na assistência estavam militares do MFA, que viriam a escolher a canção como uma das senhas para o arranque da Revolução dos Cravos. Curiosamente, para esse espectáculo a censura do regime fascista havia proibido a interpretação de várias canções do Zeca, entre as quais "Venham Mais Cinco", "Menina dos Olhos Tristes", "A Morte Saiu à Rua" e "Gastão Era Perfeito".
Às 00:20 da madrugada do dia 25 de Abril de 1974, a "Grândola, Vila Morena" foi tocada no programa Limite da Rádio Renascença. Era a segunda senha que confirmava o bom andamento das operações e despoletava o avanço das forças organizadas pelo MFA. A primeira senha, tocada cerca de hora e meia hora antes, às 22:55 do dia 24 de Abril, foi a música "E depois do adeus", cantada por Paulo de Carvalho.
Em 1987 foi regravada pelo grupo de rock brasileiro 365 no LP Mix da Música São Paulo, constando na 7ª faixa com o nome de "Vila Morena".
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A2ndola%2C_Vila_Morena"
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A2ndola%2C_Vila_Morena
Zeca Afonso
Grandola Vila Morena
by N/A
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
fui eu que pesquisei
http://zeca-afonso.lyrics-songs.com/lyrics/531897/
O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante o movimento popular que rapidamente apoiou os militares. Este levantamento é conhecido por 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução devolveu a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade" o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).
http://pt.wikipedia.org/wiki/25_de_Abril_de_1974#O_25_de_Abril_visto_30_anos_depois
25 de Abril de 1974
Naturalmente que já ouviste falar no 25 de Abril de 1974, mas provavelmente não conheces as coisas como os teus pais ou os teus avós que viveram nesta época.
Sabias que o golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"?
Diz-se que foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente.
Mas como não houve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das armas.
Em vez de balas, que matam, havia flores por todo o lado, significando o renascer da vida e a mudança!
O povo português fez este golpe de estado porque não estava contente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a política de Salazar (o Estado Novo), que era uma ditadura. Esta forma de governo sem liberdade durou cerca de 48 anos!
Enquanto os outros países da Europa avançavam e progrediam em democracia, o regime português mantinha o nosso país atrasado e fechado a novas ideias.
António de Oliveira Salazar
Sabias que em Portugal a escola só era obrigatória até à 4ª classe? Era complicado continuar a estudar depois disso. E sabias que os professores podiam dar castigos mais severos aos seus alunos?
Todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e a censura, conhecida como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão.
Antes do 25 de Abril, todos se mostravam descontentes, mas não podiam dizê-lo abertamente e as manifestações dos estudantes deram muitas preocupações ao governo.
Os estudantes queriam que todos pudessem aceder igualmente ao ensino, liberdade de expressão e o fim da Guerra Colonial, que consideravam inútil.
http://www.junior.te.pt/servlets/Bairro?P=Portugal&ID=101
25 de Abril de 1974
Naturalmente que já ouviste falar no 25 de Abril de 1974, mas provavelmente não conheces as coisas como os teus pais ou os teus avós que viveram nesta época.
Sabias que o golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"?
Diz-se que foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente.
Mas como não houve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das armas.
Em vez de balas, que matam, havia flores por todo o lado, significando o renascer da vida e a mudança!
O povo português fez este golpe de estado porque não estava contente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a política de Salazar (o Estado Novo), que era uma ditadura. Esta forma de governo sem liberdade durou cerca de 48 anos!
Enquanto os outros países da Europa avançavam e progrediam em democracia, o regime português mantinha o nosso país atrasado e fechado a novas ideias.
António de Oliveira Salazar
Sabias que em Portugal a escola só era obrigatória até à 4ª classe? Era complicado continuar a estudar depois disso. E sabias que os professores podiam dar castigos mais severos aos seus alunos?
Todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e a censura, conhecida como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão.
Antes do 25 de Abril, todos se mostravam descontentes, mas não podiam dizê-lo abertamente e as manifestações dos estudantes deram muitas preocupações ao governo.
Os estudantes queriam que todos pudessem aceder igualmente ao ensino, liberdade de expressão e o fim da Guerra Colonial, que consideravam inútil.
http://www.junior.te.pt/servlets/Bairro?P=Portugal&ID=101
O FUTURO
«O Futuro« José Carlos Ary dos Santos
Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente
Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente
Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.
O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.
José Carlos Ary dos Santos
No dia 24 de Abril de 1974 o primeiro sinal (senha) de que a Revolução estava em marcha foi dado na Rádio Renascença, por volta das 22:55, com a música "E depois do adeus", cantada por Paulo de Carvalho. Cerca de hora e meia depois já no dia 25 de Abril de 1974, por volta da 00:20, tocava no programa Limite da Rádio Renascença a "Grândola, Vila Morena", a segunda senha que "confirmava o bom andamento das operações e despoletava o avanço das forças organizadas pelo Movimento das Forças Armadas (MFA)".
Para ouvir a fita magnética com a gravação original da "senha" do 25 de Abril de 1974 (designadamente, a canção de Zeca Afonso, Grândola Vila Morena) pode fazê-lo nesta ligação (basta carregar na bobina).
Nota: A imagem e a gravação original são propriedade da Fundação Mário Soares
http://filhodo25deabril.blogspot.com/
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